Como fazer um planejamento financeiro para viagem internacional?

Atualizado: 14 de out. de 2020



Eu não sei vocês, mas, quando eu comecei a fazer planejamento financeiro, o meu objetivo era garantir periodicamente uma viagem para um lugar que eu nunca tinha ido! Ou seja, fazer a minha caixinha de viagens. E, quando falamos sobre viagens ao exterior, muitos custos precisam ser levados em conta. Neste texto, vou dar algumas dicas que precisam ser pensadas para você planejar sua viagem dos sonhos para o exterior.


1. Passaporte e Visto


A taxa do passaporte é fixa e a sua validade é por 10 anos. Logo, se você estiver cogitando passear lá fora, lembre-se de acessar o site da Polícia Federal e já incluir este custo na sua lista. Da mesma forma, é importante checar se o destino desejado exige visto para entrada de turistas. O valor deve incluir o custo para a obtenção do documento mais as despesas de deslocamento, hospedagem e alimentação, caso a sua cidade de residência não emita.


2. Seguro-Viagem


Este item é algo interessante. Primeiro, porque muitos cartões de crédito oferecem esta vantagem. O que você não sabe facilmente é a cobertura. Bom, e por que você deve estar atento a isso? Porque muitos destinos exigem um valor mínimo de cobertura do seguro durante a estadia do turista. Assim, esta informação também deve ser checada o quanto antes para que você não adquira pacote insuficiente e possa ser surpreendido com alguma situação ao ser questionado pelos agentes na alfândega. A cotação é muito simples de fazer. Muitas empresas de seguros disponibilizam um sistema online, em que basta você inserir seus dados e informações sobre a viagem e voi là: você tem o valor atual. Lembre-se que ele varia com o câmbio, portanto, fique atento.


3. Passagens, hotel, passeios e alimentação


Com relação ao basicão, isto é, o pacote combo das viagens, primeiro, o ideal é definir quais os destinos da sua viagem e a melhor época para ir, sempre tentando casar baixa temporada com as datas viáveis para você. Além disso, verifique a localização na cidade em que deseja ficar e as opções de transporte para os pontos turísticos; isso também pode garantir boas economias. Às vezes, o lugar mais barato faz você gastar muito com transporte, por exemplo. Por isso, anotar e comparar as alternativas é essencial para uma boa escolha.


Quanto aos passeios, vale a pena fazer uma visita online aos sites turísticos da localidade. Não é raro encontrar pessoas vendendo passeios que são gratuitos, assim como, não é difícil encontrar descontos quando se compra ingressos com antecedência. Sobre alimentação, este é um item bastante complicado de palpitar. Há quem estipule um preço de USD 50 por dia por pessoa para este gasto, mas isso realmente vai variar bastante. O importante é que você tenha claro o seu perfil de viajante (econômico, confort ou luxo) e tentar mapear os lugares que gostaria de comer; tudo isso, antes da viagem. Particularmente, uso o parâmetro dos USD 50 como limite para gastos com alimentação por dia nas viagens e sempre dá com folga para mim.


4. Compra de moeda


Tem desafio maior do que acertar o melhor momento para comprar o dinheiro para levar na viagem? Não! O melhor jeito para reduzir as perdas decorrentes das variações é comprar regularmente até a data da viagem. Uma alternativa interessante também é aplicar um valor em investimento atrelado ao dólar, por exemplo. No entanto, esta opção está sujeita ao risco da oscilação cambial.


#Extra: Souvenirs (quem não ama levar uma lembrancinha de cada lugar?)


EU AMO. Não levo muito. Mas tenho uma coleção de ímãs (muito clichê)! Se você também faz questão de materializar suas memórias, é essencial que o seu planejamento estabeleça um teto para esses gastos também; porque, além do valor gasto nas compras, as restrições de bagagem também podem se converter em despesas não previstas e aquilo que deveria ser uma lembrança boa pode ser a recordação de um prejuízo. Ninguém quer isso!

Uma dica incrível é usar o valor do seu “boleto livre” para calcular a sua restrição orçamentária para souvenir. Isto é, quem faz planejamento financeiro comigo já sabe que sempre sugerimos um valor para ser gasto com o que você quiser. Daí, nas ocasiões especiais, utilizar esse valor pode facilitar para que você possa usufruir sem correr o risco de sair do controle.

Sendo assim, o orçamento precisa ser detalhado para mitigar as surpresas, viabilizar a realização do passeio e permitir que você consiga definir um valor a ser alcançado, sendo ele o mais próximo do real possível.


Com isso estimado, a ideia é que mensalmente você já separe uma quantia para este objetivo financeiro e aplique em algo com rentabilidade que atenda ao seu prazo e rentabilidade desejada (sempre considerando o seu perfil de investidor).


Até parece algo de outro mundo, né? Mas quando você começa a fazer e não para mais, acaba garantindo as suas viagens sem nem perceber. Tudo graças à sua disciplina e compromisso de separar o dinheiro regularmente para isso.


Poupar é um passo necessário para realizar qualquer objetivo financeiro. Porém, sem criar uma rotina para esse dinheiro continuar trabalhando para você, o comodismo toma conta e os seus objetivos acabam não se realizando. Concorda?

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