Inflação de julho: a maior para o mês desde 2002



A inflação, medida pelo IPCA, apresentou alta de 0,96% em julho, 0,43 p.p. maior do que a registrada em junho. Essa é a maior variação para um mês de julho desde 2002. No ano, você já perdeu 4,76% só pelo aumento geral dos preços. E, nos últimos 12 meses, você ficou praticamente 9% mais pobre. Você já parou para pensar nisso?


Para contabilizar o movimento dos preços, o IBGE divide a pesquisa em nove grupos de produtos e serviços. Deles, oito apresentaram alta em julho, cuja maior variação ficou por conta da Habitação ( com aumento de 3,10% mensal) e o maior impacto no índice (0,48 p.p.). O resultado foi muito influenciado pela alta da energia elétrica (7,88%), que estava com a bandeira tarifária vermelha patamar 2 em vigor nos meses de junho e julho, além de um reajuste de 52% no valor adicional dessa taxa, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos (a título de comparação, antes, o acréscimo era de R$ 6,243). Também afetaram os resultados do grupo os preços do gás de botijão (que aumentou 4,17% no mês) e do gás encanado (0,48% mensal). Para piorar, também exibiram aceleração nos preços aluguel residencial (0,93% mensal) e condomínio (0,66% mensal). E se você não costuma olhar as contas que chegam na sua casa no detalhe, passe a fazer isso a partir de agora, pois a taxa de água e esgoto também subiram (0,33% mensal), puxadas por reajustes em algumas cidades.


A segunda maior contribuição veio do grupo Transportes (1,52% mensal), principalmente, das passagens aéreas (35,22% mensal). Eu vou repetir: 35,22% em julho em relação a junho. Nos transportes públicos, o incremento foi importante (4,52% mensal). Também se destacam as altas do transporte por aplicativo (9,31% mensal) e do ônibus urbano (0,38% mensal) devido ao reajuste de 5,49% nas tarifas em Porto Alegre. Os preços dos combustíveis aceleraram 1,24% em relação a junho, sendo que a gasolina teve alta de 1,55% no mês. Os preços para compra de veículos também aumentaram. Os automóveis usados subiram 2,23% mensal, as motocicletas tiveram aumento de 1,41% mensal e os automóveis novos de 0,54% mensal. Também subiram os preços dos pneus (1,68% mensal) e seguro (1,63%). Outra alta relevante foi de 5,01% no mês para os pedágios em São Paulo e Curitiba.


Em Alimentação e bebidas (0,60% mensal), a alimentação no domicílio encareceu 0,78% em julho, principalmente, devido ao aumento do tomate (18,65% mensal), frango em pedaços (4,28% mensal) e do leite longa vida (3,71% mensal). Vale uma dica, caíram os preços da cebola (-13,51% mensal), batata-inglesa (-12,03% mensal) e o arroz (-2,35% mensal).


Informações: IBGE.

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